domingo, 13 de fevereiro de 2011

Relembro bem este saborear de literato. O ritmo imposto, acompanhado, é Marcelino. Há tempo que ando me esquecendo - velhos hábitos. O deslizar da escrita que segue indicando suas pausas, suas irrupções, suas continuidades melódicas. Gostar de literatura não é um traço tão singular. Não importa. A sincronia estabelecida entre o leitor e os arranjos sonoros da atmosfera cronistica faz dele um verdadeiro escritor. É sintonia como nas energias, como na música e no tom.
Enquanto cospe sílabas e fonemas pelas páginas, sejam virtuais ou de papel, não as cospe aleatóreamente, sem intencionar. Por todo o corpo da cronica rasgada nos fere a sensibilidade contagiante. Tem ritmo, ah, isto tem. Convoca-nos ele a dar vazão na voz aos tropeços e deleites da cena formada antes por ele, agora por nós.
Sinto-me como numa dança, onde os passos devem ser apreendidos e delicadamente transpostos, passando de uma marcação a outra. A literatura de Marcelin Freire é assim. Traz uma sutileza cúmplice nos meus dias. Traz uma agudez que arranha minha sensibilidade hipócrita e muda. E finda belamente, deixando algo por ficar...

* Marcelino Freire é cronista, autor de Da Paz, ao qual tive o imenso deleite de ouví-lo recitando. E também de tantos outros escritos de tom.

Da Paz está neste blog, no link: http://artspretensosistas.blogspot.com/2010/08/da-paz-marcelino-freire_11.html

Vídeo de Marcelino recitando Contos Negreiros:http://artspretensosistas.blogspot.com/2010/09/marcelino-freire-e-fabiana-cozza-contos.html

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quando foi que perdemos a mão e a rotina dos dias normais virou monotonia?
 

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